quarta-feira, 26 de março de 2014

Era Decisão?



No momento em que me sentei a frente do computador fiquei pensando como poderia escrever essa crônica. Não sei bem como definir o que assisti hoje no Sacrossanto, não sei como explicar o comportamento tão apático para um jogo que valia muito mais do que os três pontos, será que os jogadores sabiam que era uma decisão?
Reclamar que o visitante venho para se retrancar é inócuo, desde que o futebol virou um esporte de competição esse tipo de estratégia é usada por equipes inferiores tecnicamente, se bem que hoje não posso dizer que o São Paulo é muito superior a alguns times.
Penso que o que tem faltado a esse elenco, e já descrevi isso em textos anteriores é alma, garra, gana de vencer, espirito competitivo e outros valores que formam qualquer elenco que sonha conquistar títulos.
Não enxergo nos jogadores que hoje vestem o manto o perfil que sempre existiu em nossas maiores conquistas, e mesmo nos elencos mais limitados que tivemos. Dessa vez não vou citar os nomes, mas a maioria dos torcedores com bom senso sabe quem são.


O Campeonato Paulista hoje não é uma competição importante no calendário, mas não conseguir chegar a final do estadual a 11 anos não pode ser considerado algo normal.

A partida que foi jogada hoje, foi uma demonstração de pouco caso, o semblante dos atletas era tão frio que em alguns momentos eu mesmo me alertava que era uma jogo de quartas de final.
Muricy que nos tirou do rebaixamento no ano passado, continuará seu estigma de não conseguir títulos em torneios eliminatórios a frente do Mais Querido, o que espero não ter que ler e ouvir é que nosso camisa 9 não fez seu papel, algo que está se tornando um ritual entre nossa torcida.
Só não entendi porque um time que joga dentro de casa com apoio do torcedor mesmo que em numero menor, volta para um segundo tempo sem o menor interesse em vencer, sem compreender que contra times retrancados o melhor remédio é a movimentação é o a troca de passes rápidos.
Agora o que nos resta é a Copa do Brasil, assim como ano passado nos restava a Libertadores, assim como ano retrasado nos restava a copa do Brasil, assim como no ano antes nos restava a Copa do Brasil e assim tem sido sucessivamente, num ciclo que parece estar longe de se encerrar.
Também não compreendi por que nosso técnico assistiu a partida e não enxergou a necessidade de substituir, sua única troca foi a de um atacante por outro, tirando um bom cobrador de penalidades para a entrada de um corredor enrolado.


No fim o são paulino mais uma vez se questiona o que acontece com o time que tem estrutura, bom salário, bom ambiente de trabalho mas que não consegue nos últimos anos sequer derrotar equipes modestas como o Penapolense e o Avaí, que não consegue bater de frente com os maiores rivais que não tem elencos tão superiores. São questionamentos aceitáveis de quem ama o clube, e que se acostumou a ver um São Paulo vencedor, e quando não uma equipe que entra para vencer desde o mais fraco até os maiores times do mundo.

Sei que nossa realidade é outra, sei que nossas pretensões são bem menores, sei que os problemas internos refletem dentro do campo, sei o tamanho que o Tricolor tem, sei que o torcedor está desanimado. O que não sei é deixar de torcer e amar o clube de três cores, que de uns anos para cá vem perdendo o que tinha de melhor.
Essa eliminação não pode ser encarada como um simples tropeço, cobranças tem que ser feitas, eliminações assim não são normais para nossas tradições e não podem se tornar rotineiras. Está no hora do São Paulo ser São Paulo, não no nome mas na grandeza.



Concorda? Não? Deixe seu comentário de forma educada.
Twitter @AdrianoC8

sábado, 15 de março de 2014

Problema de Quem?



Foto: SPFC.Terra/Edição Adriano Carvalho

O São Paulo entrará em campo logo mais para mais uma partida do Campeonato Paulista 2014. O jogo contra o Ituano seria apenas mais uma partida simples, algo rotineiro senão por um motivo.
Já classificado o Mais Querido pode decidir o futuro da equipe do Parque São Jorge, e isso deixou a imprensa em polvorosa durante essa semana.
As mesma matérias de sempre foram ao ar, os mesmos questionamentos de sempre foram levantados, tudo roteirizado da forma que eles gostam. Pode passar desapercebido. mas tudo isso tem um objetivo.
Imaginem se o clube da mídia cair na fase de classificação de um campeonato que passa longe de ter um grande nível técnico?
Exatamente galgados nesses interesses, eles repetem aquele velho jogo do São Paulo contra o Juventus. Até a entrevista do então técnico Cuca após o jogo foi reprisada, em sua fala ele dizia esperar um dia a retribuição pela ajuda que foi dada. Ajuda que evitou o rebaixamento do time alvinegro naquele ano. Com dois gols na partida o atacante Grafite ficou até hoje marcado pela "ajuda". O que ninguém mostrou foi a retribuição, anos depois em situação diferente o Tricolor precisava da vitória do rival. Vitória que não só não veio, como os jogadores da Fazendinha passaram a semana toda dizendo que gostariam que o clube que eles iriam enfrentar no fim de semana fosse campeão.


No Paulistão de 2004 Grafite ficou marcado

Estou poupando os detalhes porque todo torcedor sabe bem ao que me refiro, e mesmo com tudo isso sei que minha opinião vai divergir de uma maioria, mas vai encontrar reforço em outra parte. 
Independente do que o rival precise, o São Paulo tem que entrar em campo para vencer, não importa quem, não importa a situação, um time do tamanho do clube do Morumbi jamais, repito. Jamais deve pensar de outra forma. Nosso torcedor não pode e nem deve confundir a rivalidade com falta de honra, não deve gritar o irritante "entrega" que já foi ouvido em outrora.
Temos que pensar no que nosso time pode fazer dentro do campo, não no que os outros deixaram de fazer, isso não significa que a obrigação de vencer seja maior para provar a um bando de torcedores de microfone que jogamos seriamente.
A questão para mim está fixada nesses ponto, vencer não é uma obrigação, mas é um compromisso de quem veste o manto.
Será inevitável a pressão de uma parte da torcida que infelizmente torce mais pelo insucesso dos rivais do que pelas nossas glórias. Retrato atual que foi pintado com as tintas de quem preteriu grande parte dos clube em benefício de apenas um.
Gostaria de ver o torcedor apenas torcendo pelo São Paulo, incentivando e cantando o mais belo hino a plenos pulmões, sem se importar com o que possa acontecer em Penapolis. Entender que acima do rival está algo muito, mas muito mais importante, o SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE, se eles se classificarem ou não isso é problema de quem? Garanto que não é nosso.


Apesar do esforço sobre-humano Felipe não defendeu a penalidade em 2009


Concorda? Não? Deixe seu comentário de forma educada.





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

12 contribuições quase secretas do M1TO ao dia a dia do São Paulo

Rogério Ceni acumula 24 anos no São Paulo. Viveu como jogador quase um terço de toda a história do clube desde o recomeço em 1935. Os feitos famosos do goleiro e capitão, como os gols em cobranças de falta e a atuação no Mundial de 2005, todos conhecem. No entanto, Ceni acumulou uma série de costumes nas mais de duas décadas no São Paulo que contribuem de forma quase secreta para o funcionamento do futebol são-paulino no dia a dia.
Para conhecer as ações feitas por Ceni sob discrição, o UOL Esporte conversou com jogadores, comissão técnica, dirigentes e funcionários do São Paulo, e encontrou um capitão que serve como pilar de sustentação do departamento de futebol. Rogério Ceni é goleiro, artilheiro, preparador, dirigente, tutor, psicólogo e bombeiro do São Paulo
Aos 41 anos de idade, o goleiro joga a última temporada antes da aposentadoria, no fim deste ano, e deixa todo o clube apreensivo pelo cenário que restará após sua saída. Hoje a presença de Rogério Ceni fora de campo é insubstituível.  Veja abaixo por quê:
1- Olho no Reffis
Ricardo Nogueira/ Folha Imagem

Rogério Ceni frequenta o Reffis do CT da Barra Funda, mesmo quando não está machucado. O goleiro procura sempre saber o andamento do tratamento de cada jogador lesionado do elenco. Sabe o tipo e a gravidade de cada lesão. O goleiro vai ao Reffis para motivar e manter os atletas machucados próximos do convívio do elenco.

2- Pontualidade
Ricardo Nogueira/Folhapress

Rogério Ceni é pontual. É o primeiro a chegar e o último a sair. E não gosta de atrasos. Ele exige que tanto o elenco como outros funcionários do CT cumpram os horários programados para a semana. Quem sai da linha pode até não levar bronca, mas fica marcado de perto pelo capitão.
3- Impede "panelas"
Site oficial/saopaulofc.net

O goleiro atua contra a criação de panelas no elenco. Entre conversas com diferentes grupos, trabalha para que não se criem rodas restritas de amizade entre jogadores. A atitude é elogiada pela diretoria e vista como fundamental para reduzir as possibilidades de atritos internos.  

4- Folga é trabalho
Rivaldo Gomes/Folha Imagem

O goleiro não encara a folga apenas como tempo para descansar. É comum encontra-lo na academia do CT da Barra Funda nas manhãs de segunda-feira, quando normalmente o elenco está de folga após jogar no domingo. O treino, que começaria às 16h, para Ceni começa às 9h. O capitão justifica que treina mais para compensar os 41 anos de idade e evitar lesões. Para a diretoria, comportamento exemplar que influencia positivamente os companheiros.
5- Apaga incêndios
Divulgação/Vipcomm

Isso não acontece em todos os casos, mas Ceni intervém em atritos entre dois jogadores ou entre um jogador e um membro da comissão técnica. O goleiro não é orientado pela diretoria a fazer isso, mas atua por conta própria quando julga necessário e oportuno.
6- Aponta reforços. E conversa
Junior Lago/UOL

A diretoria dá a Rogério Ceni a liberdade para sugerir contratações. O goleiro vê futebol, pensa em ficar no esporte e até se tornar treinador depois de se aposentar, e costuma levar alguns nomes aos dirigentes do departamento de futebol. Se convence, tem aval também para conversar com o alvo da diretoria e sondar a transferência para o São Paulo.
7- Dicas aos zagueiros
Rodrigo Capote/UOL

Os jogadores que jogam na linha de defesa do São Paulo não encerram o aprendizado tático no campo e nas palestras de Muricy Ramalho. Rogério Ceni também conversa com os defensores nas concentrações para ajustar detalhes como posicionamento em bolas paradas e saídas de jogo.
8- Recepção a contratados
Rubens Chiri/saopaulofc.net

A tradicional foto de Rogério Ceni cumprimentando cada novo reforço do São Paulo, sempre publicada pelo site do clube, não é fachada. O goleiro realmente recepciona cada reforço que se transfere ao clube. A diretoria diz que tal costume de Ceni alivia os dirigentes de papel importante, ao introduzir novos atletas ao clube e aos demais companheiros.
9- Aula aos garotos
Almeida Rocha/Folhapress

O goleiro não vai ao CT de Cotia para conversar com os jogadores das categorias de base do São Paulo, mas trabalha pela ambientação de cada jovem que é promovido ao time profissional e passa a treinar na Barra Funda. As "aulas" aos garotos, como Gabriel Boschilia e Ewandro, que atualmente despontam com Muricy Ramalho, acontecem nos trajetos de ônibus para os jogos, nas concentrações e após os treinos.

10- Negocia bichos. E fala pelo elenco
Luiz Pires/Vipcomm

Ceni representa o elenco nas negociações com a diretoria pelos "bichos" – premiações pontuais previstas para vitórias em determinados jogos e conquistas de títulos. Serve também como elo entre os jogadores e os dirigentes. Sempre que há reivindicação dos vestiários, é o capitão que leva o diálogo até a diretoria.

11- Por reservas motivados
Site oficial/saopaulofc.net

Os jogadores que costumam ficar no banco de reservas e às vezes nem são relacionados para os jogos – e consequentemente não participam das concentrações – relatam um Rogério Ceni próximo. O goleiro conversa brevemente com aqueles que vez ou outra não são lembrados pelo treinador e vivem momento negativo. Ceni tenta apontar o que cada um deve aprimorar e qual demanda deve atender para encontrar vaga entre os titulares.
12- Auxiliar técnico
Rubens Chiri/saopaulofc.net
A prancheta tática não é só do treinador, do auxiliar e de Milton Cruz. Rogério Ceni hoje exerce função próxima à comissão técnica e tem autonomia para apontar falhas e acertos do sistema tático, principalmente no setor defensivo.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/02/28/12-contribuicoes-quase-secretas-de-rogerio-ceni-ao-dia-a-dia-no-sao-paulo.htm

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Página Virada!

O que importa é o São Paulo!


O assunto que mexeu com o mercado do futebol neste mês, a "troca" de jogadores entre São Paulo e Corinthians causou grande repercussão na torcida Tricolor.
As linhas que vou escrever a partir de agora, são expressamente minha opinião sobre como a reação do torcedor  é descabida de bom senso, podendo o leitor concordar e descordar parcial ou integralmente do pobre mortal que vos escreve.

Jadson chegou ao Mais Querido em Janeiro de 2012, era uma grande esperança para a nação são paulina, que nos últimos anos amargava a falta de um camisa dez, um armador capaz de resolver a falta de criação crônica pela qual passávamos desde a saída de Raí. Embora o clube tenha conquistado títulos de suma importância após a era Telê, nunca mais tivemos um jogador tão identificado com a camisa.
Mas de certo modo o jogador nunca se consolidou a posição, apesar de chegar para ser  titular absoluto Jadson não conquistou a confiança de toda torcida. Eu mesmo sempre o achei (e meus textos estão ai para confirmar) um jogador sem personalidade dentro do campo. O meia custou á época € 3,8 milhões de Euros (cerca de R$ 8,6 mi) aos cofres do São Paulo, valor que por si só deveria justificar boas atuações.

O que vi no ano de 2012 foi um jogador apático, e que de principal passou a coadjuvante, mesmo com algumas assistências ficou claro já no primeiro momento que ele não era “o cara” que estávamos esperando. Logo de cara perdeu um pênalti no clássico contra seu time atual, fora ter atuado bem discretamente na mesma partida e ter sido substituído aos 14 minutos do segundo tempo.
- Calma! Ele apenas estreou, vai render muito no Tricolor! Era o que mais ouvia nos messes que se seguiram, só que essa melhora nunca chegou aos meus olhos, sem contar que aos mais próximos sempre confessei que achava que o jogador tinha na face o que chamo de “cara de choro” típica em atletas que não decidem partidas.
Defendendo o Tricolor Jadson conquistou uma Copa Sul-Americana, nos demais campeonatos falhou como todo o resto. A torcida por diversas vezes o vaiou em substituições, tanto que oito messes depois de sua chegada a diretoria anunciava a contratação de Paulo Henrique Ganso, feito comemorado e festejado pelo torcedor. E por quê?
Oras, porque o camisa 10 não tinha até então confirmado o futebol que segundo a imprensa o fez defender a seleção.  Jadson não era unanimidade nem para os críticos nem para os defensores, sempre houve um equilíbrio nessa disputa de opiniões.

Agora defendendo a camisa de um rival, o torcedor resolveu que o meia não devia ter saído do clube, o mesmo jogador que voltou fora de forma no começo da temporada, e o mesmo que perdeu a titularidade para Ganso dentro do campo sem parecer ter se importado muito.
A questão que deve ser analisada é simples:
- O jogador era essencial ao grupo? Não!
- O jogador estava em um bom momento? Não!
- O jogador alguma vez demonstrou superação? Não!

Vou parar com essas três perguntas, acredito que a maioria das respostas seriam negativas em relação ao papel que o atleta teve vestindo o manto.
O torcedor precisa entender que os elogios dos “jornalistas”, pelas duas partidas realizadas tem muito mais motivo emocional clubístico do que análise fria dos fatos.
Afinal agora o jogador defendo o time da “massa”, cabe a nós torcedores esquecermos o fato e focar no que é importante o São Paulo Futebol Clube, Jadson é ex-jogador do clube e como tal seu papel passa a ser o de figurar no passado, deixando o presente e o futuro para os que ainda vestem nosso manto.
Vou encerrar o texto que acabou se estendendo mais do que eu planejava com uma frase dita pelo jogador quando chegou ao Morumbi. Frase que analisada agora caracteriza promessa não cumprida.


 - Estou muito feliz em poder jogar no São Paulo. É uma honra e um orgulho muito grande poder retornar ao Brasil para defender esta camisa. Fiquei muito contente com o desfecho das negociações. Chego para ganhar títulos e poder mostrar ao torcedor brasileiro o futebol que me levou para a Seleção.


Gostou? Sim? Não? Em todo caso deixe seu comentário.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Uma Segunda Chance



O texto que segue abaixo curiosamente foi escrito por mim para o aniversário do Luis Fabiano, por contingências da vida não consegui publicá-lo no dia, e até por motivos óbvios o engavetei (hábito que tenho com tudo que escrevo).
Nessa quarta feira o atacante marcou três gols contra a equipe do Rio Claro, é isso não significa de jeito nenhum que  o camisa 9 tenha voltado a ser o matador de outrora.  Só fico resignado com os torcedores que gostam de diminuir os feitos de um jogador que chegou a marca de 182 gols com o manto e chegou a uma média de 0,67 (melhor de todos os atacantes do clube), e se igualou ao França como o 4º maior artilheiro da história.
O que escrevi no dia 8 de Novembro de 2013 me parece oportuno e viável de se publicar agora, é como "uma segunda chance"


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Dias Melhores 

Não vou escrever estatísticas, nem vou falar do inúmeros gols que ele tem com o manto. Hoje como a maioria já sabe é aniversário de Luis Fabiano, o matador do Morumbi.
Já o critiquei em alguns momentos, já o defendi muito em outros. Mas no fim das contas tenho muita admiração pelo camisa 9 do Tricolor, muito pela demonstração de carinho que ele sempre teve com o São Paulo, mas também inegavelmente pela raça que ele sempre teve dentro das quatro linhas.

O momento não é dos melhores, Fabuloso vive dias complicados na carreira, para completar uma parte dessa "nova" torcida que se acostumou a ver o time apenas vencendo, não aprendeu a diferenciar critica de desrespeito, e por diversas vezes questionam a posição de ídolo  que ele tem. Sim! Luis Fabiano é um ídolo. A definição mais comum da palavra é que o termo expande-se da esfera divina para a esfera humana. Fabuloso é humano, mas vestindo a 9, já fez muitas coisas que jogadores comuns não tem capacidade de realizar. Eu cansei de ver dentro do Sacrossanto gols acontecerem em jogadas dadas como perdidas, mas não por ele.
Sempre escrevo que nenhum jogador é, ou pode ser maior que o próprio clube que ele defende, mas muito passam e deixam na memória do torcedor momentos incríveis, histórias que muitos vão contar a filhos e netos.
Eu vou contar que vi jogar um centro avante que fazia gols de todos os jeitos possíveis, que deixou de ganhar mais em um rival para jogar pelo clube que gosta. Um jogador que era um matador nato, que  tinha um temperamento forte, e que apesar dos cartões que sempre levava, era FABULOSO.
O futebol é um esporte dinâmico, cíclico. O que hoje não presta, amanhã pode ser o máximo, mas para mim sempre vale a mesma frase já usada em outras ocasiões.

"Para ser um ídolo, não necessariamente necessita-se de glórias, o caráter basta."

Ninguém consegue chegar a ser o 6º maior artilheiro de um dos maires clubes do mundo apenas fazendo gols sem importância, aceitar e digerir isso é no mínimo uma tremenda falta de bom senso. Parabéns Luis Fabiano, que dias melhores venham, que mais gols seus aconteçam, que sua história dentro do São Paulo ainda esteja longe de terminar.

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Respeito muito a opinião dos iguais que são contrarias as minhas, porém sou de uma época em que respeitávamos muito os grande jogadores do clube, não pelos títulos e sim pela qualidade e carinho que eles tinham com nosso manto. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Tricolor do Canindé

Elenco do São Paulo em frente ao Canindé


Sempre que possível remexo o baú e trago para vocês um pouco de nossa história, sou um estudioso do passado glorioso do São Paulo Futebol Clube. Nessas viagens ao passado fico impressionado como os dirigentes do Mais Querido tinham uma pujança para o progresso, e por mais que isso se torne repetitivo é difícil não comparar  o idealismo de fazer de um pequeno clube uma instituição respeitada e conhecido no mundo todo. Bem diferente do pensamento mesquinho e totalitário que tomou de assalto nosso Tricolor nos dias atuais.
No dia 29 de Janeiro de 1944, o São Paulo comprava uma área de 44.400m², conhecida como Canindé, o investimento era alto para o clube que havia publicado seu balanço do ano com déficit.
O balanço 43/44 apontou que o clube teve uma despesa de três milhões de cruzeiros (R$ 5.755.867,52 em valores atuais*) e uma receita de dois milhões e meio de cruzeiros (R$ 5.076.732,66 em valores atuais*).
Em meio a tudo isso estava a renovação de contrato de ninguém menos do que Leônidas da Silva, que dias depois da aquisição do Canindé assinou por mais três anos com o Clube da Fé.

Presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé.


O Canindé era utilizado pelo Deutsch Sportive e em 1942 passou a existir como uma entidade filiada ao São Paulo. O pequeno clube de imigrantes alemães tinha receio de que o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com os países do Eixo acarretassem problemas futuros. A fusão foi aprovada pelos sócios desde que o São Paulo assumisse as dividas e mantivesse as prerrogativas estatutárias do clube filiado.
Até então a área era alugada, a família Vanucci era a proprietária do terreno e em 1944 o venderam ao Tricolor por Cr$ 740,000,00 Cruzeiros (R$1.454.141,24 em valores atuais*), valor que só foi totalmente quitado em 1951. 



Maior do Mundo até então estava sediado na rua Dom José de Barros - República, desde 1938, e após a compra mudou a sede. O Canindé foi comprado para ser apenas campo de treinamento, nesse período o São Paulo mandava seus jogos no Estádio do Pacaembu, por esse motivo o Tricolor nunca atuou no local.

Canhoteiro treinando no local


O apelido Ilha da Madeira, existia devido a dois motivos, primeiro pela localização. Junto as margens do rio Tietê, era comum que durante as cheias todos os acesso à sede ficassem alagados ilhando-a a tal ponto que só se poderia chegar de barco. Segundo pelo fato de que as construções da região eram todas de madeira.
Muitas conquistas tricolores no atletismo aconteceram nesse período, o hexacampeonato do Troféu Brasil e o duo deca campeonato Paulista são exemplos do forte atletismo que o clube tinha na década de 40.
Em 1952 a diretoria começou um sonho "louco". Os dirigentes ousaram como nenhum clube já havia feito até então, hipotecaram o Canindé que acabava de ser pago um ano antes.

Competição de atletismo disputada no clube

O clube tinha pressa em arranjar um novo lar, existia um projeto de desapropriação de terrenos para a construção da Marginal, o que desestimulava a construção de um grande estádio no local.
O Clube até tentou uma troca com a prefeitura, doar a Ilha da Madeira e ficar com o local que abriga hoje o Parque do Ibirapuera, mas não obteve aprovação.
A hipoteca serviu para lançar a pedra fundamental no Morumbi, em 1955, o clube vendeu o Canindé a família Saddi pela quantia de Cr$ 11.922.795,50 (R$6.142.466,61 em valores atuais*), que o revendeu posteriormente a Portuguesa em 1956. 
Do valor arrecadado 40% foi pago diretamente a bancos credores para quitar a hipoteca, o restante cobriu outras dívidas, com pequena parte investida no Sacrossanto já em construção.
Com o passar do tempo esse trecho da história foi caindo no esquecimento, o Tricolor do Canindé passou a ser conhecido como Tricolor do Morumbi. As gerações mais novas de torcedores desconhecem o fato.
A Ilha da Madeira abrigou o Mais Querido por mais de uma década, e depois serviu de mola propulsora para a realização de um sonho tão grande quanto o clube que o realizou, na verdade essa é mais um prova de que o São Paulo nasceu galgado em um objetivo. O de ser grande.



*Os valores foram atualizados segundo tabela de correção do Banco Central






domingo, 26 de janeiro de 2014

O Adeus do Mestre


Todo torcedor do Mais Querido, sabe da importância do Mestre Telê Santana na história vitoriosa do clube.
O que quase ninguém sabe ou lembra, é como terminou a parceira mais vitoriosa do futebol na década de 90. Hoje completa-se dezoito anos da última vez que Telê sentou em um banco de reservas para comandar o São Paulo.
O ano era o de 1996, o Tricolor foi à Americana para enfrentar o Rio Branco pela primeira rodada do Campeonato Paulista, com uma temporada apagada no ano anterior, depois de tantos títulos conquistados no início da década e já sem a mesma força no elenco o time tentava se reafirmar dentro do campo.

A partida foi realizada no Estádio Décio Vitta, e ficou marcado pela péssima arbitragem de Francisco Dacildo Mourão. O soprador de apito marcou um pênalti inexistente contra o São Paulo aos 31 min. do primeiro tempo, a penalidade foi convertida por Marcos Assunção (ele mesmo). 
Minutos depois o atacante são paulino Valdir Bigode entrou na área, foi derrubado pelo lateral Polaco, o árbitro mandou seguir.
Aos 37 min. escanteio para o Mais Querido, o atacante Guilherme cobrou e marcou um gol olímpico, a partida estava muito tensa pelos erros cometidos pelo árbitro, e como um sinal dos céus uma verdadeira tempestade caiu sobre o gramado.
O jogo ficou paralisado por meia hora, talvez os Deuses do futebol estivessem ali dando o aviso de que aquele jogo, um empate rotineiro de começo de campeonato seria a despedida de Telê dos gramados.
Alguns dias depois o treinador foi internado após sofrer uma isquemia cerebral, na partida seguinte diante do XV de Jaú o auxiliar Muricy assumia a responsabilidade de dirigir a equipe. Após a vitória por 3 a 0, comissão técnica e jogadores dedicaram o triunfo ao treinador, que mesmo internado não conseguia se afastar do trabalho.
Os meses que se seguiram foram de muitas dúvidas entre a torcida, imprensa e dentro do próprio clube, Telê tinha contrato até Julho, mas a família do técnico não o queria mais a beira do campo. Os médicos não o liberavam para voltar ao trabalho, até que em Março o São Paulo deu ao treinador licença por tempo indeterminado, ao mesmo tempo promoveu Muricy Ramalho a técnico da equipe.

Mestre e discípulo

Telê tinha planos de retornar, a diretoria falava em um cargo dentro do futebol, mas que não exigisse tanto do treinador, no entanto o multi campeão enfrentava resistência dos familiares que não aprovavam. Em junho com a saída de Muricy e a contratação de Parreira acabavam de vez com o "Fio de Esperança" do torcedor de ver o mestre novamente no banco de reservas.

Muito se fala até hoje do homem que chegou ao clube para substituir Forlán no comando da equipe, mais do que os dez títulos conquistados o torcedor gostava mesmo era do estilo futebol arte que o treinador sempre pregou.
Gostava das folclóricas histórias que de vez em quando vazavam na imprensa, do jeito mau-humorado e paizão que era característico.
O são paulino respeitava o homem que abriu mão de morar em flat, hotel, mansão para ficar em um quartinho no CT da Barra Funda, do treinador que acordava cedo para caminhar pelo gramado observando cada detalhe e até arrancando erva daninha do gramado.


Até hoje em momentos de conquistas, o nome do Mestre Telê Santana é gritado a plenos pulmões pelas arquibancadas, confesso que quando isso acontece a emoção vem a tona. É lembrar de tudo que ele fez pelo Tricolor, é saber do valor e da humildade que ele sempre demonstrou, o homem sucumbe a alma não por isso Telê é Eterno.

"Atingir a perfeição é impossível. Mas aproximar-se cada vez mais dela, não."
(Telê Santana) 



domingo, 19 de janeiro de 2014

A moeda de pé





No dia em que o Tricolor volta a campo depois das férias, estamos de certo modo apreensivos por não saber qual time e que desempenho dos comandados de Muricy podem apresentar.
O momento não reflete os áureos tempos de conquistas, mas me fazer pensar no primeiro título paulista do renascido São Paulo.
O ano era 1943, o futebol vivia os últimos dias do romantismo do amadorismo.
A equipe que havia trazido Leônidas da Silva do Rio de Janeiro ainda não tinha conquistado o estadual que sempre nos anos anteriores ficava nas mãos dos adversários.
Nesse período todos os anos antes do inicio da competição, era realizada a reunião do conselho arbitral na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), a reunião acabava servindo mais para a imprensa bajular os dois favoritos ao título. Reza uma das lendas (existem versões diferentes dos fatos), que durante a reunião tudo transcorreu muito bem, e após o término da mesma os dirigentes foram ao salão nobre da federação atender os jornalistas.
Para os representantes de Palmeiras e Corinthians faltava espaço para tantos microfones, todos que ali estavam queria saber qual dos dois seria o campeão daquele ano.
Em um canto da salão, um senhor de meio centenário assistia a tudo com uma paciência e educação exemplar, em determinado momento foi pedido ao senhor que se juntasse aos representantes co-irmãos. Esse senhor em uma das versões (dependendo da versão o personagem pode ser Paulo Machado de Carvalho, Cícero Pompeu, Porfírio, Monsenhor Bastos ou o presidente Décio Pacheco) era Frederico Antonio Germano Menzen, mais conhecido apenas como Frederico Menzen, que acatou o pedido dos jornalistas.
Passados mais de 30 minutos de coletiva, nenhuma pergunta era direcionada a Menzen, o assunto era apenas entre os dois favoritos, a coletiva se tornou um debate, Os dois diretores  rivais se provocavam e tentavam a todo custo vencer no grito a questão.
Em determinado momento um dos jornalistas  teve uma ideia para resolver de vez o impasse, propôs que se jogasse uma moeda para cima. Se ela caísse com a face cara voltada para cara o campeão seria o Corinthians, se desse coroa seria o Palmeiras. Todos riram muito, gostaram da iniciativa, até que um dos presentes lembrou que o representante do Tricolor estava ali de pé, aguardando tudo como um lorde.
Outro jornalista então resolveu saber de Menzen o que ele pensava de tudo aquilo:

-“E o representante do São Paulo o que acha que vai acontecer? A moeda cairá com a face voltada para a cara ou para a coroa?”

Sereno Menzen disse sem pensar muito:

-“A moeda não cairá voltada para a face cara e tampouco cairá voltada para a face coroa, a moeda cairá pela primeira vez em pé e o campeão será o São Paulo FC!”

A resposta causou surpresa, os programas eram transmitidos ao vivo para as rádios, e para todos era muito pouco provável tal fato, mas a brincadeira pegou, e foi incrementada logos após, em tom de desdém a frase ganhou um complemento, que para a Portuguesa se sagrar campeã a moeda teria que parar no ar.




O Paulista de 43 foi disputado por onze clubes, a fórmula de disputa era a de pontos corridos em dois turnos. O São Paulo pós em pratica a afirmação feita na reunião, começou a competição goleando o Comercial da capital por 4 a 1.
Ponto a ponto o trio de ferro foi subindo na tabela, o "azarão" São Paulo brigava de igual para igual.
Quis o destino que o último jogo da competição reservasse um São Paulo e Palmeiras, o jogo definira o campeão, as duas equipes foram a campo na tarde de 3 de Outubro, no Pacaembu com 42.143 pagantes.
A torcida tricolor ficou apreensiva quando o maestro Sastre saiu contundido depois de uma entrada violenta, o jogo caminhou tenso até o apito final, o 0 a 0 garantiu o título ao Mais Querido, pela segunda vez o são Paulo se tornava Campeão Paulista.
Na saída do campo o atacante do tricolor Luizinho fez questão de lembrar os repórteres:
-"Este ano a moedinha caiu de pé, Hein?".
A festa que começou dentro do campo invadiu os vestiários, o presidente do Palmeiras Hygino Pellegrini fez questão de ir até a delegação são paulina para cumprimentar os campeões de 43.
Porfírio da Paz ficou tão emocionado que não conseguiu dar sequer uma entrevista, apenas escreveu em um pedaço de papel que foi colocado no bouço de um repórter com os dizeres: "Uma grande partida em um grande dia para o clube do meu coração! Realizou-se, finalmente o meu maior desejo, que alimento desde 1935: O São Paulo conseguiu o título de campeão".


Acabava ali a hegemonia de Palmeiras e Corinthians, começa ali a história de glórias e títulos do Mais Querido. A torcida em provocação preparou um carro com uma moeda em pé que desfilou pela noite de São Paulo, a diretoria mandou confeccionar um troféu que foi entregue a cada jogador.




Esperamos agora não que a moeda caia de pé, mas que o São Paulo pense grande. Assim como Menzen pensou, que o Tricolor não seja coadjuvante, que seja o que nasceu para ser GRANDE. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

L.Ricardo é apresentado no São Paulo

( Foto: Reprodução/Uol Esportes )






No inicio de tarde desta terça-feira (7), o lateral-direito Luis Ricardo é apresentado oficialmente ao torcedor São-paulino, o lateral de 29 anos foi contratado por R$ 2 milhões e se destaca por diversos prêmios individuais e se apresentou como dizendo ser um dos melhores. 

"É difícil falar e me considerar se sou isso ou aquilo. Mas posso dizer que sou um dos melhores. Não me considero o melhor, mas tenho algum valor aí, sim. Tanto é que o São Paulo, um clube grande como esse, me deu espaço", disse Luis Ricardo, e sua apresentação.

O novo reforço se disse torcedor do clube e escolheu a camisa número 27 para a temporada de 2014. Ele comemora a mudança para São Paulo, elogia o elenco, mas diz que espera outros reforços para a equipe.
"É um prazer estar nesse clube, de coração. Na realidade precisa ser contratado o primeiro. Graças a Deus fui eu. São Paulo com certeza vai ter outros nomes. São Paulo tem grupo bom, grupo grande, pela grandeza do Sâo Paulo as coisas vão se encaminhar no decorrer do campeonato", acrescentou.
O novo contratado do São Paulo minimizou a crise vivida pelo clube em 2013 – o time teve dois técnicos demitidos e brigou durante quase dois meses contra o rebaixamento no Brasileirão. Para Luis Ricardo, os erros de 2013 não serão repetidos em 2014.
"Não viveu um momento bom, mas um clube como esse não faz dois anos assim. Eu chego e já entendi o recado do nosso treinador. É um grupo de bastante cobrança, que não vai repetir os erros do passado. É um grupo para vencer títulos e chego nessa expectativa", falou Luis Ricardo, que espera a recuperação de companheiros que decaíram durante o ano. "Jogador não desaprende a jogar. Talvez pelas cirscuntâncias do ano passado. Alguma coisa aconteceu de errado para que as coisas não andassem de uma forma agradável. O ano não deu certo, e na vida da gente não é só vitórias, às vezes tem alguns tropeços", finalizou.  

sábado, 28 de dezembro de 2013

Hoje e ontem


Depois de encarar o pior ano da história, o torcedor do Mais querido ainda se vê apreensivo. Com 2014 já batendo a porta, não temos ideia de que São Paulo veremos em campo na próxima temporada.
Para preocupar ainda mais, as notícias veiculadas são de saída de jogadores. De certo modo nada que me surpreenda, uma vez que passei o ano todo batendo na diretoria e no Usurpador Juvêncio.
Ouvir dos diretores que a base do time está montada foi o que me deixou de cabelo em pé, como assim base? Como assim montada?
As eleições que se seguirão, apontam para a manutenção do poder na mão deste mesmo grupo que hoje dorme tranquilo, com a sensação de dever cumprido pelo time ter escapado do rebaixamento. O São Paulo não pode viver essa rotina, mas pelo que vejo tudo caminha nessa direção.
Muito diferente do São Paulo de gestões anteriores, por uma coincidência nesta mesma data à 20 anos o presidente José Eduardo Mesquita Pimenta, corria atrás de reforços para o time que iria disputar no primeiro semestre de 94 o Paulista e a Taça Libertadores da América.



Foto Folha de S. Paulo

O primeiro reforço foi ninguém menos do que o zagueiro Raimundo Ferreira Ramos Júnior, por esse nome ninguém deve conhecer, mas trata-se de Junior Baiano. Então com 23 anos o jogador revelação do Flamengo, foi adquirido junto ao time carioca pela módica quantia de US$ 400 mil dólares, já com passagens pela seleção, Junior como gostava de se chamado teve o Baiano acrescentado ao nome nos tempos de Gávea, já que o meia Junior (bigode) também atuava pelo clube.

O zagueiro tinha sido uma indicação direta do Mestre Telê Santana que o promoveu e o treinou no Flamengo em 1989 (sim, Telê já treinou o Flamengo).
Na negociação o Tricolor além do valor pago cedeu o passe do lateral-esquerdo Marcos Adriano que valia US$ 200 mil dólares.
O Mais Querido vinha de muitas conquistas internacionais, e estava perdendo parte do elenco bi-campeão mundial, Ronaldão era um dos que estava de saída para o Shimizu S-Pulses do Japão, Muller e Cafú estavam com os contratos vencendo no dia 31 de Dezembro daquele ano (1993).

Junior Baiano chegou ao clube com uma grande desconfiança por parte da torcida, apesar de ter uma boa técnica, o zagueiro era conhecido pelas encrencas que arrumava dentro do campo, era conhecido como “o Rei dos Carrinho”, e na gíria do futebol não amaciava para ninguém e batina até na própria sombra. Como esquecer a cotovelada desferida contra Gilmar na Libertadores de 93 quando ainda atuava pelo Flamengo, ou da célebre confusão que o zagueiro arrumou após a expulsão do seu companheiro de zaga Rogério Pinheiro (bate na madeira) no clássico contra o Small pelo paulista, onde afirmou que o árbitro Oscar Roberto Godói estava bêbado, afirmação que rendeu até processo do ex-árbitro.


Foto do famosos momento Gódoi bebeu/ Esporte Uol

Telê Santana era quem mais se irritava com os dribles aplicados na entrada da área, Junior tinha esse hábito que por muitas vezes deixava o mestre louco.
O Jogador ficou no Tricolor apenas uma temporada, conquistando a Recopa Sul-americana de 1994, marcou a torcida pelo fato de chegar junto e acabar com qualquer firula que um jogador adversário sonhasse realizar. Com o manto atuou 99 vezes e marcou onze gols.

Talvez falte hoje um jogador com esse perfil, assim como Lugano, Ronaldão, e outros que impõe respeito aos atacantes adversários, mas pelo andar da carruagem de Juvêncio não teremos alguém, quanto mais nesse estilo. Mais do que resgatar um fato da história do Mais querido, essa matéria também realça um saudade de um tempo em que a diretoria do nosso clube era dinâmica e mesmo quando errava o fazia pela ação.



sábado, 14 de dezembro de 2013

Um ano para esquecer !?

Foto: Placar/Edição Adriano Carvalho



Quem esteve no Morumbi no dia 23 de Janeiro deste ano com certeza esperava um ano bem mais promissor para o Tricolor.
O começo de temporada prometia uma equipe competitiva, e o encerramento de 2012 com o título da Sul-Americana dava bons prenúncios mesmo com a saída de Lucas, porém já na semana seguinte um fato me preocupou, a equipe do então técnico Ney Franco foi derrotada de virada no jogo da volta.
A classificação para a Libertadores foi assegurada, mas me lembro bem que fiquei muito desconfiado da apatia do segundo tempo.


O ano seguiu, e o time fez uma campanha regular no Paulistão, e como tem sido frequente caiu na semi final. Na Libertadores uma das piores campanhas da história, a essa altura muitos problemas internos já eram conhecidos pelo torcedor, o mais emblemático deles o afastamento do zagueiro Lúcio.
Apesar e todos os sinais claros, nem o torcedor mais pessimista esperaria o que ainda estava por vir, o mês de Julho foi o ponto final para Ney Franco.
A diretoria esperou a derrota no primeiro jogo da Recopa, para finalmente perceber que o trabalho do técnico não estava funcionando, em meio a isso Juvenal conseguiu transformar um churrasco em caso de policia. Paulo Autuori assumiu, de cara uma excursão pela Europa expôs a total fragilidade do elenco, três competições um título da Eusébio Cup e uma ameaça eminente de queda no Brasileirão.


Lucio: um caso sem explicação. Foto:uol.com

Estive em muitos jogos no Sacrossanto, e via no semblante dos iguais o medo que mesmo não admitido era sentido. Jogadores que antes eram titulares absolutos sofreram uma queda vertiginosa assim como o clube na tabela de classificação. O São Paulo era um dos assuntos mais comentados nas mesas redondas e programas "smalliticos" de rádio e TV, a certeza do rebaixamento era comemorada por um boa parte da imprensa e pelos rivais.
Mais uma vez nossa diretoria que parecia tão perdida quanto soberba, resolveu mudar, e em Setembro Muricy Ramalho topou o desafio de assumir um time sem motivação, confiança e futebol, a torcida fez sua parte, embora os mesmos jornalistas de sempre tenham atribuída a volta do torcedor somente pela redução dos ingressos.
Somando Muricy, mais o torcedor e com um pouco de aplicação dos jogadores a reação começou. A cada vitória um ar de tranquilidade ia retornando ao Mais Querido, os mais animados chegaram a acreditar até em título na Sul- America.

Não vou negar que de certo modo não achava interessante a conquista, pensava que talvez esse poderia ter sido um dos motivos do sofrimento desse ano. Nossa diretoria atual se contenta com muito pouco, e após a conquista do fim de 2012 se acomodou acreditando que tinham formado um elenco forte o suficiente para brigar por títulos.
Acredito que se com todo esse perrengue que o torcedor encarou, estamos ouvindo que a base para 2014 está pronta, imagine com uma conquista em Dezembro?

Osvaldo: De promissor a decepção. Foto: uol.com 

O certo é que esse ano não vai deixar saudades na memória do torcedor, mas esses fatos não devem ser esquecido, esse tipo de erro deve sempre ser marcado para que se possível não se repita.
O São Paulo Futebol Clube é uma instituição de tamanho imensurável, não podemos nos igualar aos outros que ano sim ano não, passam essa experiência que nós não queremos e não podemos nos acostumar. 
Que em 2014 o São Paulo seja São Paulo.